“O FUTEBOL É ELO DE UNIÃO NA GUINÉ-BISSAU”

Herculano Cubaba representou a Guiné-Bissau na segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores e fala do futuro com esperança

Herculano Cubaba, treinador de futebol, tem um sonho para a sua Guiné-Bissau: fazer com que a trégua política vivida em 2017 a propósito da presença da seleção de futebol do país na CAN disputada no Gabão passe a ser uma realidade do dia-a-dia e não um acontecimento esporádico.

“Naquele período, até os políticos com ideias diferentes, como eram o presidente José Mário Vaz e o primeiro-ministro Umaro Emboló, deixaram de parte as suas divergências para apoiarem a nossa seleção na sua primeira participação de sempre na fase final da CAN”, recorda Herculano Cubaba, que há dias esteve em Lisboa para participar na segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores.

Aos 47 anos de idade, Cubaba está num período de pausa na sua carreira de treinador, mas não desiste da mesma.

“Pelos nossos estatutos da Associação dos Treinadores de Futebol da Guiné-Bissau, o presidente não pode exercer o cargo em equipas das duas primeiras divisões nacionais. Por isso, depois de ter sido eleito pela primeira vez em 2013, ponderei não avançar para o segundo mandato, mas acabei por aceitar depois de um abaixo assinado de mais de 120 colegas mo terem pedido”, recorda Herculano Cubaba.

Os primeiros passos da carreira foram incentivados por José Mourinho, esse mesmo, a tal ponto que Cubaba também é conhecido como o Mourinho da Guiné-Bissau. “Tive, até agora, uma carreira rica de experiências. Trabalhei em clubes pequenos, noutros de maior dimensão, mas sempre com a mesma vontade de aprender, crescer, ganhar conhecimentos e, claro, ganhar”, sublinha Cubaba.

Ao longo dos anos, mas em especial desde que assumiu a liderança na Associação dos Treinadores de Futebol do seu país, Herculano Cubaba tem feito do aperfeiçoamento profissional a sua bandeira.

“A formação é fundamental para a consolidação da carreira de treinador e infelizmente até há pouco tempo grande parte dos treinadores da Guiné-Bissau não tinham formação específica. Temos trabalhado no sentido de sensibilizar as pessoas, mas também os clubes, entidades federativas e o Governo no sentido de serem criadas melhores condições de preparação dos treinadores e depois de melhoria das suas condições de trabalho”, sublinha o treinador guineense.

“A formação dos treinadores continua a ser a minha luta. Só com intercâmbio de experiências, em especial com os países da CPLP, poderemos evoluir. Só assim, no futuro, poderemos ter melhores treinadores,” vaticina, admitindo que, de momento, as condições ainda estão abaixo das expetativas.

“As condições de trabalho ainda não são as melhores, pois na Guiné-Bissau as autoridades e os clubes ainda não optaram pela profissionalização do futebol. Se o conseguirmos, acredito que as coisas irão melhorar. Com a profissionalização, a exigência será outra e depois as outras modalidades acabarão por seguir o exemplo do futebol.”

A experiência vivida durante a segunda reunião da Confederação Lusófona de Treinadores foi, garante Herculano Cubaba, “muito positiva”. E acrescenta: “levo para casa muito para partilhar com os meus colegas guineenses”.


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